Açúcar reage com tensão externa e clima no radar
A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões
A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões - Foto: Pixabay
Os preços do açúcar apresentaram recuperação ao longo da segunda semana de março, influenciados por fatores geopolíticos e mudanças nas expectativas de oferta global. De acordo com análise da StoneX, o avanço foi impulsionado inicialmente pela intensificação das preocupações com a guerra no Oriente Médio, que trouxe suporte às cotações internacionais.
Na semana, o contrato mais líquido do açúcar bruto negociado em Nova Iorque, com vencimento em maio, acumulou valorização de 1,91%. O movimento ganhou força no início do período, com alta mais expressiva registrada na segunda-feira, refletindo a reação imediata do mercado ao cenário externo. Nos dias seguintes, porém, os preços passaram por ajustes, acompanhando a atenção dos agentes às perspectivas do setor energético.
A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões produtivas no Centro-Sul do Brasil. A possibilidade de ajuste no preço da gasolina aumenta a competitividade do etanol, o que pode direcionar maior parte da cana para a produção de biocombustível na safra 2026/27. Esse cenário contribui para reduzir o excedente global inicialmente projetado.
Outro ponto relevante é a revisão para baixo na produção da Índia, que também influencia o balanço global da commodity. Além disso, cresce a atenção do mercado para a possível formação de um El Niño na segunda metade de 2026. Caso o fenômeno se confirme, há risco de impacto negativo sobre as monções indianas, fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra.
Diante desses fatores combinados, o mercado tende a monitorar de perto tanto as variáveis climáticas quanto as decisões ligadas ao setor de energia, que seguem determinantes para o comportamento dos preços ao longo dos próximos meses.